Diário de um Campo de Batalha, 1


Por John Berg

Japão, final do ano de 1945

Já faz mais ou menos um mês que tentei impedir o lançamento da bomba nuclear em Hiroshima. Sei que não tive sucesso nisso, mas não lembro do que aconteceu depois. Não sei como sobrevivi. Aparentemente acordei alguns dias após a explosão, em algum lugar no interior do país. Agora vejo que o Governo estava certo em lançar a bomba: alemães e japoneses ainda mantém atividades militares secretamente aqui. Estou a dias dentro de uma gigantesca caverna e observei a movimentação de um exército inimigo, inclusive um estranho helicóptero, que constatei ser de um modelo chamado Dragão Lich. Com certeza trata-se de uma tecnologia secreta alemã.

Entrei em contato com uma tropa dos aliados e passei a fazer parte dela. Não sei de que país são, mas todos os membros tem demonstrado a mesma vontade de derrotar os ditadores do Eixo e trazer a democracia a esse lugar. Estamos empenhados em uma missão de descobrir o que os inimigos pretendem. Por meio da tropa, descobri que os nazistas estão utilizando o codinome Sazitas. Os chucrutes não são mesmo criativos. O comandante do nosso grupo é Castiel, é destemido e está sempre na dianteira da tropa. Seu imediato é Orion, sujeito meio impulsivo, e excelente na arte da artilharia. O médico do grupo é Maximus, tem nos salvo de várias situações em que a morte nos parecia certa. Dias atrás, conseguiu resgatar Castiel, que todos já davam por morto. Recentemente recrutamos um outro soldado que estava perdido de seu batalhão de origem, um sujeito de nome Al-Ladino. Pelas técnicas de espionagem, creio que ele também tenha a formação de um agente secreto, especialista em infiltrar-se em bases inimigas. Tem demonstrado pouca ética militar, e é um tanto ganancioso.

Já entramos em confronto com inimigos diversas vezes. São sempre combates de pequenos grupos e em ambientes fechados, o que tem dificultado a minha atuação como agente de artilharia. Por isso tenho me esforçado para relembrar do treinamento e desenvolver mais as habilidades de combate corporal. Muitos utilizam espécies de coletes a prova de bala muito pesados, e poucos utilizam rifles e pistolas.

Preciso registrar também que minhas alucinações tem piorado. Tenho visto tanques como aranhas gigantes, o rifle do Órion sempre me parece um arco e flecha… Tenho encontrado também pessoas de orelhas pontudas, outros de pele verde, mas acho que devem ser mutações devido a energia nuclear, efeitos colaterais nos sobreviventes da bomba. De qualquer modo, se a situação continuar piorando, precisarei relatar ao comandante, pois posso colocar toda a tropa em perigo. Tenho tentando encontrar um meio de me comunicar com o comando do nosso exército americano, mas parece que os japoneses cortaram qualquer espécie de comunicação dessa caverna com o mundo exterior. Espero poder enviar essa mensagem se sair daqui. Enquanto isso, continuarei monitorando os inimigos e eliminando os que puder.

By  Marcelo Fernandes

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Comments
One Response to “Diário de um Campo de Batalha, 1”
  1. Dan disse:

    O que dizer John?

    Bom…Muita disposição mas muito imprudente também…

    Mas já demonstrou seu grande valor para o grupo.

    Comandante Castiel

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